TECNOLOGIA
Ativista que luta contra pornografia criminosa também foi vítima de ‘pornô fake’: ‘Querem me calar’

07/11/2023
Kate Isaacs percebeu que alguém havia usado o rosto dela em uma entrevista na BBC para fazer um vídeo pornográfico.
Um documentário da rede britânica BBC mostra o drama e a luta de duas vítimas do “pornô fake”, um tipo de manipulação de imagens.

Com fotos de redes sociais ou roubadas de celulares, criminosos facilmente conseguem simular e divulgar cenas de sexo, produzindo material até sob encomenda (veja a reportagem completa no vídeo abaixo).

Uma dessas vítimas é Kate Isaacs, uma ativista da Inglaterra que luta contra pornografia criminosa, gravada e divulgada sem autorização.

“Infelizmente, a internet está cheia de pessoas que gostam de pornografia não consensual: vídeo vazado de ex-namorada, pessoas alcoolizadas, conteúdo roubado, gravações secretas”, relata.

A campanha dela foi parar na mídia e, assim, Kate conseguiu derrubar cerca de 10 milhões de vídeos. Até que um dia, em uma rede social, a ativista encontrou um vídeo do que parecia ela mesma fazendo sexo.

“Aí eu percebi que alguém tinha usado meu rosto em uma entrevista na BBC e colocado em um vídeo pornô. Foi horrendo”, conta.
Os haters divulgaram online o endereço da casa dela e o do trabalho. “Nos comentários, disseram que iam me seguir e me estuprar e filmar o estupro”, lembra.

Kate chegou a pensar em desistir. “Eles querem me calar, é por isso, querem me ameaçar, querem que eu pare com a campanha.”

A outra vítima que deu entrevista à BBC é a parlamentar britânica Lauren Book. Foi por mensagens no celular, anônimas, que ela ficou sabendo que criminosos tinham copiado imagens íntimas que ela guardava no telefone. As imagens foram manipuladas e viraram pornô fake.

“Você pensa na vergonha, no embaraço… Como que as pessoas conseguem isso? Foi horrível, doeu, uma coisa que eu não ia querer que acontecesse nem com meu pior inimigo. Eu queria morrer’, disse Book.

Por: https://g1.globo.com/

 

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Publicado por Correio do Maranhão