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Por que o Vasco sofre tantos gols no fim do primeiro tempo? Comentaristas opinam

por Correio do Maranhão

Neste Brasileirão, Vasco é, com folga, o clube com mais gols sofridos entre os 40 minutos do primeiro tempo e o intervalo. Na derrota para o Santos, foram mais dois

03/10/2023

Na derrota para o Santos, o Vasco disparou na liderança do ranking de clubes que mais sofrem gols no fim do primeiro tempo neste Brasileirão. Com os dois sofridos na Vila Belmiro, um aos 45 minutos e outro aos 47, agora são 12 no campeonato inteiro.

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O levantamento feito pelo Espião Estatístico leva em consideração gols sofridos entre os 40 minutos do primeiro tempo e o intervalo. Nesse recorte, o Vasco sofreu o dobro de gols da equipe que está em segundo lugar no ranking, o Grêmio – e o triplo ou mais em comparação com a grande maioria das equipes.

Equipes com mais gols sofridos no fim do 1º tempo neste Brasileirão:

  • Vasco – 12
  • Grêmio – 6
  • Coritiba e Palmeiras – 4
  • América Mineiro, Botafogo, Goiás, Santos e São Paulo – 3
  • Bahia, Corinthians, Cruzeiro, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza e Internacional – 2
  • Athletico, Atlético-MG, Bragantino e Flamengo – 1

Na derrota para o Santos, no último domingo, o time de Ramón Díaz fazia um jogo equilibrado até sofrer o gol de Rincón aos 45 minutos, em uma cobrança de escanteio com desvio na primeira trave. Dois minutos depois, Marcos Leonardo recebeu na área e bateu cruzado de perna esquerda para ampliar para o Peixe.

Afinal de contas, por que o Vasco sofre tantos gols no fim do primeiro tempo? Veja a opinião dos comentaristas:

Carlos Eduardo Mansur

“Talvez não seja simples dar uma resposta exata, precisa. Pode ser que cada jogo tenha sua circunstância, mas o mais natural é pensar que o time se desconcentra. Ainda assim, contra o Santos foram dois lances muito específicos: uma falha de posicionamento na bola parada e um escorregão que originou a jogada do segundo gol. Então é bem difícil precisar um motivo. Talvez tenha a ver com concentração mesmo. Contra o Bahia, acho que o Paulinho não acompanha a infiltração pelo lado direito da defesa… Contra o Bragantino foi outro gol originado de posicionamento em bola parada, desta vez num rebote. Enfim, o time tem cometido erros nos minutos finais. Difícil apontar se é questão física ou apenas concentração”.

Marcelo Raed

“Difícil, porque todo jogo tem um contexto diferente. Se for colocar colocar tudo na mesma conta, podemos ir pelo lado da concentração e cansaço. Mas vale lembrar que com Ramon Diaz são 11 jogos e somente em três deles sofreu gols na reta final do primeiro tempo.

Contra o Santos, o contexto foi de desconcentração após a marcação do pênalti. Contra o Bragantino, o gol sofrido saiu pouco tempo depois de Orellano perder chance clara. Nesses dois jogos é possível colocar na conta do aspecto mental. A excessão da “gestão Ramon Diaz” foi o gol sofrido contra o Bahia”.

Ramon Motta

“Antes do Ramón Díaz, acho que era mais por uma questão de ansiedade. Defensivamente, o Vasco ficava muito exposto, aí tinha aquela ansiedade de querer ganhar, às vezes de qualquer maneira, e acaba sofrendo o gol. Contra o Santos, especificamente, acho que foi desconcentração. Porque vinha jogando bem, teve o VAR, teve a polêmica do pênalti, e o Vasco se perdeu um pouquinho. Conseguiu empatar, mas, para mim, o Vasco relaxou. ‘Pronto, conseguimos empatar, buscamos o jogo, estamos vivos, vamos para o intervalo esfriar as coisas’.

Nesse momento de desconcentração, teve o gol desviado de escanteio, que é uma bola sempre perigosíssima. E, depois, numa saída errada de bola, a bola caiu no pé de quem não poderia cair, que é o Marcos Leonardo. Esse terceiro gol foi mais uma questão de precipitação. Em vez de segurar, desconcentrou, tomou o segundo, logo depois o terceiro, e a partida consequentemente ficou muito difícil”.

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