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Sensor de vento do rover Perseverance é danificado

por Correio do Maranhão
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O rover Perseverance pousou em Marte em fevereiro de 2021 carregando, entre outros instrumentos, uma estação meteorológica apelidada de Mars Environmental Dynamics Analyzer (MEDA). Esse instrumento inclui dois sensores de vento que medem velocidade e direção, entre vários outros sensores que fornecem métricas meteorológicas como umidade, radiação e temperatura do ar.

Pequenas pedras carregadas por fortes rajadas do Planeta Vermelho danificaram recentemente um dos sensores de vento, mas o MEDA ainda continua acompanhando o vento em sua área de pouso na Cratera Jezero, embora com sensibilidade diminuída.

“Neste momento, o sensor está diminuído em suas capacidades, mas ainda fornece magnitudes de velocidade e direção”, escreveu Rodriguez Manfredi, cientista do Centro Espanhol de Astrobiologia em Madri, em um e-mail. “Toda a equipe está agora reajustando o procedimento de recuperação para obter mais precisão das leituras do detector não danificadas”.

Os dois sensores de vento aproximadamente do tamanho de uma régua no Perseverance são cercados por seis detectores individuais que visam fornecer leituras precisas de qualquer direção, de acordo com os materiais do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA na Califórnia, que gerencia o rover.

Cada um dos dois principais sensores de vento está conectado a uma lança que pode se desdobrar para afastar os sensores do rover enquanto ele dirige, porque o Perseverance afeta as correntes de vento por seus próprios movimentos por causa da fina atmosfera marciana.

“Nem as previsões nem a experiência que tivemos de missões anteriores previam ventos tão fortes, nem tanto material solto dessa natureza”, disse Rodriguez Manfredi.

Neste momento, o rover Perseverance, junto com o helicóptero Ingenuity, está explorando um antigo delta de rio que pode ter sido rico em micróbios bilhões de anos atrás.

Além de medir o vento, o clima e a composição das rochas, o rover está coletando o material mais promissor para armazenar em uma futura missão de retorno de amostras com o objetivo de envia-las para a Terra na década de 2030.

Por: https://olhardigital.com.br/

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