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Flamengo decide demitir Paulo Sousa. E busca novo técnico. Cuca e Vojvoda são analisados

por Correio do Maranhão
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A derrota para o Bragantino, com um jogador a mais, irritou muito o presidente Landim, que optou pela demissão. O Flamengo está a 1 ponto da zona do rebaixamento no Brasileiro

A direção do Flamengo definiu a demissão de Paulo Sousa.

Nem mesmo a multa de R$ 7,7 milhões é impedimento.

A campanha vexatória do clube no Brasileiro, com três vitórias, três empates e quatro derrotas, deixa o elenco milionário só a 1 ponto da zona do rebaixamento, com 12 pontos

A decisão de tirar o cargo do português, contratado no fim do ano passado, vazou na madrugada desta quinta-feira.

A busca agora é por um novo técnico.

Apesar de Cuca repetir diversas vezes que não quer trabalhar em 2022, como prometeu à cúpula do Atlético Mineiro, ele surge como o primeiro nome.

O presidente Rodolfo Landim, que ficou no Rio de Janeiro, foi taxativo com o vice de futebol Marcos Braz.

A derrota para o Bragantino por 1 a 0, com o Flamengo apático e terminando a partida com os zagueiros Léo Pereira e Gustavo Henrique como centroavantes, ao lado de Pedro, sonhando em ganhar uma bola aérea, revoltou Landim.

Há dois problemas imediatos.

O time que perdeu o jogo em Bragança Paulista iria se deslocar para Atibaia, para treinar por dois dias. E depois viajar para Porto Alegre, onde enfrentará o Internacional.

O Flamengo não tem nem um auxiliar para assumir o time. Saindo Paulo Sousa, toda a Comissão Técnica que trouxe vai embora com ele.

Daí a indecisão, durante a madrugada, sobre quem comandará o time no Rio Grande do Sul.

A passagem de Paulo Sousa foi enorme decepção.

Um fracasso. 

Mesmo com elenco muito melhor, o português não conseguiu fazer o time vencer o Fluminense nas finais. E o Flamengo desperdiçou a chance de ser, pela primeira vez na história, tetracampeão carioca.

Paulo Sousa também criou enorme problema na Gávea ao barrar o goleiro Diego Alves. E escolher o instável Hugo como titular, já que Santos, contratado junto ao Athletico Paranaense, estava contundido.

Tudo ficou ainda pior quando Sousa disse publicamente que Diego Alves, mesmo depois de dez dias sem treinar, teria se oferecido para jogar contra o Universidad Católica, do Chile, ao diretor-executivo Bruno Spindel. O goleiro ficou revoltado e desmentiu as palavras do treinador. Sousa teve de se retratar.

Para deixar claro que a relação seguiu desgastada: antes da partida contra o Fortaleza no Maracanã, o goleiro se aqueceu normalmente, mas foi cortado, de forma estranha, até do banco de reservas.

Após a derrota diante do time cearense, em pleno Maracanã, no domingo, o treinador português foi muito vaiado, xingado. 

Na sua coletiva, Paulo Sousa repassou a culpa pela derrota ao jogadores.

“Avalio um primeiro tempo desastroso. Tecnicamente muito errôneo a nível individual, com muitas dificuldades, perdemos vários passes que condicionaram o jogo e deram oportunidades ao adversário. Não tivemos capacidade de ligar o jogo. Corrigimos na segunda parte, fomos bem superiores, tivemos uma boa construção de início, tivemos a chance de sair em superioridade e controlar o jogo, mas depois nos faltou muito o último terço em tomar decisões individuais, seja no drible, seja na frente, triangulações, arremates fora da área e triangular pelo corredor central.”

A declaração teve péssima repercussão.

Entre os atletas e entre a diretoria.

O jogo de ontem contra o Bragantino seria fundamental.

O Flamengo não reagiu. Foi sem vibração e, mesmo com um jogador a mais, depois da expulsão de Luan Cândido, a equipe carioca não conseguiu sequer empatar com o Bragantino. 

A torcida flamenguista, que era maioria no estádio Nabi Abi Chedid, revoltada, não perdeu tempo.

“Fora, Paulo Sousa, fora!”, era o coro cruel.

A Landim e a Marcos Braz eram reservados palavrões.

Completamente desgastado, certo de sua demissão, Paulo Sousa respondeu constrangido às perguntas dos jornalistas, após mais uma derrota.

“Há coisas que eu não posso controlar, e essas são aquelas com as quais menos gasto energia. Tento trabalhar com os rapazes da melhor maneira que eu sei para tentarmos ser competitivos e ganhar jogos.”

“Por isso, tudo aquilo que se comenta e se escreve, com todo o respeito, é algo que não posso controlar. Daí o meu foco exclusivamente é analisar meus rivais, passar com clareza os comportamentos dos nossos rivais para o nosso time e tomar decisões para ganhar jogos.”

Sousa se mostrou ainda mais deprimido quando teve de falar sobre o coro da torcida flamenguista que pediu sua saída.

“[Seguir] Centrado em tudo aquilo que posso fazer com todo o meu coração e com toda a minha sabedoria para poder oferecer o melhor de mim mesmo a este Flamengo que tanto merece.”

Paulo Sousa, que pagou 300 mil euros, cerca de R$ 1,5 milhão, para deixar a Polônia e assumir o clube carioca, não vai pedir demissão. Terá de ser demitido, com o Flamengo assumindo a multa de R$ 7,7 milhões.

Se Cuca não aceitar, o nome do argentino Juan Pablo Vojvoda, técnico do Fortaleza, poderá ser uma possibilidade. 

O português acumulou 32 partidas no comando do Flamengo.

Foram 17 vitórias, sete empates e oito derrotas.

Ele jamais conseguiu montar uma equipe estável.

Conseguiu levar insegurança a todo o elenco.

Tornou-se enorme decepção.

Sua demissão não é surpresa para ninguém…

Por: https://esportes.r7.com/

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