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Rumble: o que é e como funciona a plataforma rival do YouTube?

por Correio do Maranhão
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Em fevereiro de 2022, a internet foi surpreendida com a opinião nada convencional de Bruno Aiub, mais conhecido como Monark, acerca da possibilidade de existir um partido com moldes nazistas no Brasil. A manifestação obviamente rendeu muita controvérsia, que acabou culminando na demissão do youtuber do Flow Podcast, empresa que ele representava até então.

Quase dois meses depois do ocorrido e após se distanciar da plataforma de vídeos que o ajudou a ganhar popularidade, parece que Monark finalmente achou uma “nova casa”. Um lugar que, de acordo com ele, “é uma alternativa à cultura de cancelamento e censura das big techs” e uma resposta ao fato de ele ter sido “completamente censurado e desmonetizado [do YouTube]”.

Estamos falando da plataforma batizada de Rumble, um site focado em vídeos (exatamente como o rival YouTube), mas que se “diferencia” por adotar o “livre discurso” e o baixo esforço para controlar o conteúdo como marcas registradas. Além de Monark, outras personalidades também estão fazendo essa “migração”, como Donald Trump, o ex-presidente americano que também costuma se envolver em muitas polêmicas.

Mas como exatamente funciona esse tal de Rumble? E qual é o risco que ele representa para o YouTube?

O que é o Rumble?

Como já foi explicado, o Rumble é uma plataforma de vídeos muito semelhante ao YouTube. A sua interface, em certo sentido, lembra a do concorrente, com conteúdos sendo destacado por meio de imagens e títulos. Entretanto, há uma organização mais intencional de reproduções, focando em tópicos específicos, como notícias, entretenimento, podcasts, ciência e esportes.

História do Rumble

A plataforma de vídeos fui fundada em 2013 pelo canadense Chris Pavlovski. Ex-funcionário da Microsoft, o programador tinha o desejo de criar um site de vídeos que “apoiasse opiniões diversas, expressões autênticas e um diálogo aberto”.

A tradução para a palavra “rumble” é explosão ou estrondo, mas também pode ser empregado como algo relacionado a um rumor, buzz ou expectativa. Esse segundo sentido da palavra talvez seja o que possui a maior ligação com a plataforma, embora a sua existência não vá deixar de causar um grande impacto no mercado, especialmente em tempos de campanhas eleitorais.

Segundo dados de dezembro de 2021, o Rumble conta com aproximadamente 36 milhões de usuários mensais. Trata-se de uma quantidade relevante de pessoas, mas certamente uma ínfima parcela do que o YouTube possui atualmente (1,7 bilhões de usuários todos os meses). Até mesmo o Vimeo conta com uma audiência significativamente maior, com 230 milhões de usuários mensais.

Rumble no Brasil

O Rumble, ao menos por enquanto, não possui representatividade oficial no Brasil. No começo do mês de março, a conta oficial da empresa publicou o tweet acima manifestando o interesse de começar as suas operações por aqui. Entretanto, pouco se sabe sobre os planos da plataforma em nosso território.

O website pode ser visitado normalmente no Brasil e seus vídeos consumidos sem nenhum impeditivo. Porém, há pouca representatividade brasileira na plataforma, o que já inclui o canal do Monark.

Posicionamento do Rumble

Desde a sua concepção, Pavlovski diz que o Rumble é uma plataforma “imune à cultura do cancelamento” e um espaço aberto para a troca de todo o tipo de ideia. O site conta com regras e políticas internas que proíbem a veiculação de alguns tipos de conteúdos, como os “difamatórios, pornográficos, odiosos ou que incitem a violência”. Entretanto, não há explicações de como essas diretrizes são aplicadas.

Por conta de sua postura, o Rumble até ganhou o apelido de “YouTube liberal” por conta de sua promessa de não se intrometer com a divulgação de conteúdo desde que as regras não sejam infringidas. Entretanto, essa é uma discussão ampla e extremamente polêmica, já que o caso do Monark mostrou que é nebulosa a diferença entre liberdade de expressão e preconceito, racismo e outros crimes.

Quais outras personalidades utilizam o Rumble?

Um dos nomes de maior relevância no Rumble é do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O bilionário publica vídeos todas as semanas na plataforma, focando especialmente em encontros com seus eleitores e apoiadores de suas campanhas, além de trechos de seus discursos políticos. Donald Trump Jr., filho do ex-presidente, também publica vídeos com o mesmo teor.

Outro nome expressivo na plataforma é o de Russel Brand, comediante e ator que conta com um podcast no Rumble. Embora tenha identificado como uma pessoa da esquerda no passado, hoje ele atua no que poderíamos chamar de “direita conspiracionista”, especialmente por conta de seus vídeos que falam sobre um suposto plano de dominação global que seria encabeçado por grandes organizações e conteúdos negacionistas relacionados à vacina contra a covid-19.

Por: .tecmundo.com.br

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