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Produção de laranjas deve fechar em 264,14 milhões de caixas

por Correio do Maranhão
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A terceira reestimativa da safra de laranja 2021/22 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, publicada em 10 de fevereiro de 2022 pelo Fundecitrus – realizada com a cooperação da Markestrat, FEA-RP/USP e FCAV/Unesp2 –, mantém o volume projetado na última reestimativa, realizada em dezembro de 2021, de 264,14 milhões de caixas de 40,8 kg. Se esta projeção for confirmada com o encerramento das colheitas, a safra, frustrada por fatores climáticos pelo segundo ano consecutivo, recuará 30 milhões de caixas, o equivalente a 10,21%, em relação à expectativa inicial. Do total, continuam previstas as 23,46 milhões de caixas para o Triângulo Mineiro.

A paisagem árida dos pomares que predominou no início desta temporada, provocada pela estiagem mais severa da história e geadas de rara intensidade, começou a mudar com o retorno das chuvas a partir de outubro do ano passado. O volume de chuvas aumentou em janeiro de 2022, mas, no acumulado desde maio de 2021 ainda ficou distante da média histórica. Neste período, de maio de 2021 a janeiro de 2022, as chuvas totalizaram 732 milímetros, em média nas regiões do cinturão citrícola, 25% abaixo da normal climatológica (1981-2020), de acordo com dados da Somar/Climatempo Meteorologia. Os desvios foram negativos em onze regiões: -43% em Votuporanga; -38% em Duartina; -36% em Limeira; -34% em Avaré; -29% em Itapetininga; -28% em Brotas; -25% em Matão; -23% em Porto Ferreira; -18% em Bebedouro; -5% em Altinópolis; -4% em São José do Rio Preto. Somente no Triângulo Mineiro, as chuvas superaram a média histórica, com desvio positivo de 5%, conforme apresentado no Gráfico 1. A seca atípica no cinturão citrícola e as temperaturas mais amenas observadas nesta safra são efeitos do La Niña, fenômeno que deve prosseguir até maio.

Em consequência das condições desfavoráveis do clima, o crescimento das laranjas ficou prejudicado nesta safra. Por isso, o peso médio dos frutos foi reduzido na reestimativa anterior, para 142,2 gramas (287 frutos por caixa), 15,9% menor do que o das últimas cinco safras (média de 169 gramas).

Os dados do levantamento mostram que o peso médio dos frutos colhidos até janeiro de 2022 está ligeiramente menor do que o peso projetado, mas os frutos que serão colhidos em fevereiro e março deste ano deverão ser um pouco maiores, em função desse período ser mais chuvoso. Essas chuvas, combinadas com o estágio de maturação mais avançado dos frutos, também contribuirão para que o índice projetado da taxa de queda de frutos prematuros seja atingido, de 20,90%. Desse modo, nesta penúltima atualização da safra, ficam mantidos os valores projetados de tamanho e taxa de queda de frutos. Somente após o encerramento das colheitas, em abril, tais parâmetros serão definitivamente atualizados.

A pesquisa de monitoramento de talhões mostra que a colheita alcançou 82% da produção total em meados de janeiro. A colheita das variedades precoces Hamlin, Westin e Rubi foi finalizada; das outras precoces, Valência Americana, Seleta e Pineapple, atingiu 97%; Pera Rio, 89%; Valência e Valência Folha Murcha, 66%; e Natal, 69%.

O método utilizado para a reestimativa é o mesmo adotado na safra anterior. As informações foram obtidas a partir da pesquisa de monitoramento realizada em 1.200 talhões a partir de maio, que deixam de ser visitados à medida que ocorre a colheita completa dos mesmos. Outra fonte contemplada neste estudo é o tamanho dos frutos que são recebidos ao longo da safra pelas empresas de suco de laranja associadas ao Fundecitrus – Citrosuco, Cutrale e Louis Dreyfus – para fins de processamento industrial. Cada processadora fornece, sob confidencialidade, os dados individuais à empresa de consultoria independente para cálculo do tamanho médio dos frutos processados.

Por: www.revistarural.com.br

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