Home TECNOLOGIA “Quero salvar o planeta de outra extinção como a dos dinossauros”, diz astrônomo mirim de apenas 5 anos

“Quero salvar o planeta de outra extinção como a dos dinossauros”, diz astrônomo mirim de apenas 5 anos

por Correio do Maranhão
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Se você perguntar a uma criança de 5 anos o que ela pretende ser quando crescer, certamente ouvirá como resposta coisas como “professora”, “bailarina”, “jogador de futebol”, “dentista” ou “youtuber”. Não é o caso do pequeno Miro Latansio Tsai, um astrônomo mirim: ele quer defender a Terra de asteroides que possam causar uma destruição em massa, “igual àquela que acabou com os dinossauros”.

Pensando assim, com o apoio dos pais, a advogada Carla Latansio e o administrador de empresas Jack Tsai, o garoto de São Paulo se tornou um caçador de asteroides. Aliás, mais do que isso. Ele é reconhecidamente o astrônomo mirim mais jovem do mundo, posição até então ocupada por outra brasileirinha, Nicole Oliveira, de 8 anos.

Segundo Carla, a paixão do filho pelo assunto começou aos 2 anos. “Ele sempre se interessou por ciência, desde cedo, especialmente temas relacionados à astronomia. Com apenas dois anos, já queria saber sobre o Sol, a Lua, o dia e a noite. Ele questionava tudo na fase dos ‘porquês’. E aí, ele aprendeu sobre os planetas e sempre nos surpreendia com conhecimentos avançados para a idade dele”, explicou a mãe.

Nessa época, Miro já sabia o nome de todos os planetas do sistema solar. Um episódio que chamou bastante a atenção dos pais foi quando ele fez um desenho do Big Bang e da expansão do universo. “Ele detalhou a explicação do desenho, mostrando as galáxias em espiral, por exemplo. Umas falas que não correspondiam à sua idade”.

Carla conta que, durante a fase inicial da pandemia de Covid-19, quando não podia ir à escola e passava todo o tempo em casa, Miro assistiu ao documentário Cosmos, de Carl Sagan, e sabia explicar direitinho sobre os buracos de minhoca, os buracos negros, a matéria escura e outros conceitos.

Miro também gosta muito de matemática e tem uma grande curiosidade sobre como as coisas funcionam. “Ele quer saber de tudo”, diz a mãe, “desde o corpo humano, passando pela biologia dos répteis, botânica, até computadores e robôs, por exemplo”.

Reconhecimento da Nasa

Carla ficou sabendo do programa International Space Apps Challenge, da Nasa, “o maior hackathon do mundo”, que incentiva milhares de cidadãos em todo o planeta a usar os dados abertos da agência para criar soluções inovadoras para os desafios que enfrentamos na Terra e no espaço.

Ela perguntou ao filho se ele gostaria de participar do desafio, que topou de imediato. O resultado? Miro se tornou a pessoa mais jovem do mundo a ter um projeto aprovado nesse hackathon, sendo, inclusive, homenageado no Instagram do programa, uma das redes sociais oficiais da Nasa.

Miro ficou muito feliz com sua participação, mas, o que ele mais gostou mesmo foi quando surgiu a oportunidade de ingressar no programa Caça-Asteroides 2021.

Realizado pelo International Astronomical Search Collaboration (IASC – Programa de Colaboração de Pesquisa Astronômica Internacional, em tradução livre), em parceria com a Nasa e o Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System (Pan-STARRS, que tem por objetivo mapear constantemente o céu em busca de objetos próximos que possam apresentar risco de colisão com a Terra), o projeto, no Brasil, acontece por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Super-herói da Terra

Miro é apaixonado pelo período Cretáceo e, claro, pelos dinossauros. “Ele consegue identificar mais de 50 tipos de dinossauros diferentes”, revelou Carla. “Ele dizia: ‘Mamãe, se um meteoro gigante caiu na Terra e extinguiu os dinossauros, o que impede de cair de novo e destruir a raça humana?’. Isso é uma fala totalmente dele, ninguém colocou isso na cabecinha dele”.

Como bom fã do Superman, Miro viu no projeto Caça-Asteroides a oportunidade de ser também um super-herói, ajudando a humanidade a monitorar os asteroides e proteger o planeta Terra. “Ele achou isso o máximo. E aí, nas duas campanhas que participou no ano passado, ele identificou 15 asteroides, que estão nas preliminares da Nasa para serem confirmados”.

O “fofurômetro” explodiu com a resposta do pequeno sobre o porquê ele se empenha tanto em procurar asteroides: “Para proteger o planeta, vai que algum meteoro bate na Terra, explode tudo e destrói os humanos igual aconteceu com os dinossauros, e aí não tem mais a Era dos Humanos, e outros bichos tomam a Terra”.

E o nosso pequeno caçador de asteroides é bastante organizado. Quando detecta um provável asteroide, por meio de um software chamado Astrometrica, Miro identifica com as três primeiras letras de seu nome e uma sequência numérica referente a quantos ele já encontrou. 

Para a confirmação de que os corpos identificados são realmente asteroides, ainda vai levar alguns anos. Depois das análises concluídas, os pesquisadores da Nasa determinam a órbita de cada um e suas características.

Miro tem sua própria agremiação, o “Clubinho do Miro”, criado para difundir o conhecimento científico e o acesso às informações. Por meio dele, o pequeno astrônomo amador ensina outras pessoas (de todas as idades, inclusive idosos) sobre astronomia. Uma equipe de seu clube, inclusive, foi inscrita neste mês diretamente no programa do IASC, sem intermédio do MCTI.

E mesmo ainda tão pequeno, Miro tem uma agenda cheia como astrônomo mirim. Segundo Carla, o filho participa de diversos projetos de defesa planetária da Nasa, sendo o Caça-Asteroides somente um deles. Para saber mais sobre cada um dos principais programas dos quais o garotinho participa, basta acessar os destaques dos stories no Instagram do clubinho.

Astrônomo mirim é uma verdadeira criança prodígio

Como toda criança de sua faixa etária, Miro também tem seus momentos de lazer e brincadeira, e é um excelente aluno, já sendo alfabetizado em duas línguas, português e inglês – idioma no qual tem 100% de fluência. Ele também sabe ler e falar um pouco de chinês!

Futuro engenheiro aeroespacial, Miro usa seu tempo livre para “montar e desmontar coisas”, jogar vídeo-game, andar de bicicleta, fazer trilhas no meio da mata com o papai, ler livros com a mamãe, brincar com a Poofy, sua Golden Retriever, e visitar museus. E como toda criança de hoje em dia, adora navegar pelo YouTube, especialmente para assistir a vídeos de experiências científicas e de “animais engraçados”.

No que depender de crianças como Miro e Nicolinha, o futuro do nosso planeta está a salvo – e a humanidade agradece!

Por: https://olhardigital.com.br/

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