Home ESPORTE Análise: com Inter sem forças, Beira-Rio vive clima de fim de festa, e Libertadores entra em risco

Análise: com Inter sem forças, Beira-Rio vive clima de fim de festa, e Libertadores entra em risco

por Correio do Maranhão
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Colorado empatou em 1 a 1 com o Santos no domingo e não consegue evoluir na tabela a duas rodadas do fim do Brasileirão

A Libertadores é uma realidade cada vez mais distante do Beira-Rio. Após o esforço e mobilização para o Gre-Nal, no início do mês, e a chance bem sucedida de empurrar o rival para mais perto do abismo da segunda divisão, o Inter não conseguiu mais fazer um jogo em alto nível durante os 90 minutos de uma partida. O time alterna momentos de bom futebol com falhas e desatenções coletivas.

O empate com o Santosno domingo, pela 36ª rodada do Brasileirão, é mais um exemplo da nova realidade colorada. São quatro jogos sem vencer, e a chance de disputar o principal torneio da América, que parecia certa, ficou distante e não depende mais apenas das próprias forças.

O retorno de Yuri Alberto trouxe pouca melhora no setor ofensivo. Palacios mudou novamente de posição, aberto pela direita, com Taison centralizado e Patrick pela esquerda. O ataque móvel fez o time de Aguirre explorar os espaços que o trio de defesa santista oferecia.

Os primeiros 45 minutos foram de domínio colorado. Palacios, Yuri Alberto, Patrick, Taison e Moisés tiveram chances de marcar. Mas o gol só saiu em falha de Luiz Felipe já nos acréscimos, em um primeiro tempo sem ameaças para Marcelo Lomba.

Então, um dos pilares da boa fase do time, que emendou oito jogos de invencibilidade, se desmanchou. Com um minuto de segundo tempo, após cobrança de escanteio, veio o empate. E só não se transformou em virada por conta de boas defesas de Marcelo Lomba.

Antes ponto forte do time, o sistema defensivo vazou nos últimos seis jogos. Bruno Méndez, que se tornou o grande nome do setor, não voltou a ter o mesmo nível de atuações desde o retorno de lesão muscular. Ele é quem foi batido no gol do jovem Marcos Leonardo. Um time, dois tempos distintos.

O time também não respondeu bem com a sequência de jogos na reta final. Entre lesões, suspensões e preferências, Diego Aguirre não repetiu o time em nenhum jogo do returno. Só fez uma partida com a “força máxima”, a derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG.

Até o ambiente do vestiário teve a sua crise. O áudio de Paulo Paixão virou grito de protesto da torcida, que perdeu de vez a paciência com o time e algumas peças do grupo de jogadores. O canto de “O Paixão tem razão” ecoou no setor da Guarda Popular.

Três perguntas para o Inter

O 2022 do Inter passa, hoje, por três perguntas. O clube conseguirá a vaga para a Libertadores? Como será a reformulação do grupo de jogadores? Diego Aguirre permanecerá para o próximo ano?

A primeira questão está a duas rodadas de ser respondida, com a probabilidade de que o “não” seja a resposta. Se houver classificação somente para a Copa Sul-Americana, o investimento no plantel será menor.

Aguirre depende do interesse da Associação Uruguaia de Futebol para assumir a seleção do país vizinho, mas também começaram os rumores de que a direção colorada estuda sua saída. Caso opte pela mudança, a gestão começará 2022 com o terceiro técnico contratado em 10 meses.

Pelos próximos sete dias, o Inter terá que se remobilizar, encontrar foco e concentração para vencer os jogos contra Atlético-GO e Bragantino. Ainda, secar os adversários diretos e torcer pela combinação de resultados que coloque o clube novamente na disputa da Libertadores e dos rumos planejados pela direção.

A equipe se mantém na nona colocação no Brasileirão, com 48 pontos. Volta a campo daqui uma semana, quando recebe o Dragão, no Beira-Rio, a partir das 20h, pela penúltima rodada.

Por: Marco Souza

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