Home Piaui Operação Vetus II: em um mês, polícia recebeu 105 denúncias de violência contra idosos em Teresina

Operação Vetus II: em um mês, polícia recebeu 105 denúncias de violência contra idosos em Teresina

por Correio do Maranhão
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A delegada Daniela Barros, da Delegacia do Idoso, informou que muitas agressões são do âmbito doméstico, ou seja, familiares da vítima, em sua maioria dependentes químicos.

A Delegacia de Proteção ao Idoso em Teresina, da Polícia Civil do Piauí, recebeu 105 denúncias de casos de violência e maus-tratos contra a pessoa idosa, durante a Operação Vetus II. A maioria das agressões são realizados por familiares, principalmente dependentes químicos.

No dia 15 de outubro deste ano a operação Vetus II foi deflagrada pela Delegacia do Idoso e finalizada na quinta-feira (18). O objetivo era intensificar as ações nos casos de violência e maus-tratos. Não foram realizadas prisões, mas foram recebidas 105 denúncias, algumas das quais devem se transformar em inquéritos.

A delegada Daniela Barros, titular da Delegacia do Idoso, informou que muitas agressões acontecem dentro de casa, por pessoas próximas e que deveriam cuidar da vítima.

“Quando ela acontece no âmbito doméstico, na sua grande maioria acontece praticada por parentes e familiares, normalmente dependentes químicos que coabitam com idosos, que são filhos e netos. A extorsão acontece nessa situação, quando ele exige que o idoso lhe dê dinheiro para a aquisição de drogas, então é um fato lamentável, mas que é muito comum”, informou.

Segundo a delegada, as denúncias são ainda mais difíceis porque os idosos não querem denunciar os próprios filhos, netos e parentes que praticam as agressões. Toda essa situação acaba tendo um grande impacto negativo no psicológico da vítimas.

“O problema da violência no âmbito familiar, principalmente praticada por dependente químico, é que o idoso quer se ver livre daquela situação de violência, mas ao mesmo tempo o agressor é um filho, um neto, uma pessoa que ele ama. Então ao mesmo tempo que ele não quer viver naquela situação, ele não deseja a prisão do agressor, então é uma situação que precisa ser trabalhada com muita cautela e convencimento. É uma questão social e psicológica”, destacou.

Aumento de casos no fim de ano

As festividades que acontecem neste final de ano acabam aumentando os casos de violência, pois os dependentes acabam saindo mais e consumindo mais, segundo a delegada.

“No final do ano existe um apelo maior para a saída e a bebida, ao consumo de bens materiais, então no caso dos dependentes químicos, eles acabam se envolvendo mais com o vício, a violência aumenta pela exigência de mais dinheiro, que o idoso não pode satisfazer. É um gatilho para aqueles que já consomem substâncias alcoólicas”, pontuou.

Prisões

Ela relatou que os casos de prisões envolvendo agressões contra idosos são recorrentes, principalmente aos finais de semana.

“A Central de Flagrantes realiza prisões quase que diariamente, principalmente nos finais de semana. É uma constante. É lamentável, porque o dependente químico só quer satisfazer o seu vício. Enquanto ele estiver na convivência do idoso, ele vai agredir. Então em muitas situações temos que fazer o afastamento cautelar desse agressor, alguns têm que ser presos, tem casos de alguns que agridem no final de semana, vai solto e depois já vai preso novamente”, disse a delegada.

Daniela Barros afirmou que muitos agressores já são conhecidos da polícia. Como eles não buscam tratamento, acabam passando constantemente pela delegacia.

“Tem dependentes químicos que já são conhecidos. Onde a passagem dele é mensal, todo mês, de 15 em 15 dias, porque o dependente, para manter o vício, já que a maioria não tem atividade laborativa, precisa do dinheiro do idoso para manter o vício”, destacou.

Por: Bárbara Rodrigues e Ravi Marques, g1 PI, TV Clube

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