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Mulheres se destacam na produção rural no Alto Tietê

por Correio do Maranhão
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A rotina do campo e a administração dos negócios estão entre as atividades das empreendedoras rurais.

As mulheres conquistaram espaço em diversas áreas de trabalho do Alto Tietê e têm feito a diferença também no campo. Simone Silotti, de Mogi das Cruzes, ficou conhecida depois de criar um projeto premiado para evitar desperdício no campo durante a pandemia. Hoje está na lista das 100 mulheres mais poderosas do agro no Brasil, da revista Forbes.

A hoje produtora rural saiu do campo ainda criança para estudar e, depois de muitos anos, perto de se aposentar, decidiu se dedicar à produção de hortaliças no distrito de Quantinga.

“Me formei, me especializei em pesquisa de mercado e já perto de completar 50 anos, na expectativa já de me aposentar, pensei em voltar para a roça e montei a hidroponia junto com meu irmão”, relembra.

Por conta da Covid-19, Simone iniciou o projeto “Faça um Bem Incrível”, que reúne produtores do distrito de Quatinga e do Alto Tietê para doar produtos que seriam desperdiçados. A iniciativa também promoveu uma vaquinha virtual para ajudar os produtores rurais.

“Muito importante atuarmos no combate à fome, no combate à desnutrição, em especial à desnutrição infantil, às desigualdades no campo, combater o êxodo rural e principalmente dar condição do produtor rural continuar produzindo em carga máxima. Só assim a gente vai conseguir produzir mais alimentos e reduzir também os impactos na inflação”, explica Simone.

Representatividade feminina no campo

A produtora rural também ganhou destaque no agronegócio e teve o trabalho reconhecido em várias premiações. “Não estava no radar receber seis prêmios e duas moções de aplauso por parte da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. Foi um carinho, foi um abraço para todos nós, para seguirmos adiante, realmente estamos muito felizes aqui”, pontua.

A presença da mulher como empreendedora rural tem sido cada vez maior. Maria Fernanda Vieira, de 28 anos, também é produtora rural. Ela nasceu no campo e continua o trabalho em uma propriedade na Chácara dos Baianos. Fernanda é responsável por todo o processo, desde a plantação, acompanhamento e colheita.

A produtora rural explica que começou a aprender desde a infância ao ver os pais trabalhando no campo. “É bem corrido, porém, dá para a gente trabalhar tranquilamente, né, a minha área não é uma área tão grande, são apenas 6 mil metros, então dá pra dar conta tranquilo, e eu gosto desse contato, esse primeiro contato com a terra, com o campo, depois atendimento ao cliente, conversar com eles, então eu gosto bastante de trabalhar sozinha”, conta.

A Maria Fernanda representa bem a mulher na área rural, que trabalha para as pessoas terem na mesa de casa alimentos nutritivos, saudáveis e saborosos.

“A gente dá uma outra visibilidade, de que mulher pode estar em qualquer lugar, então eu acho que isso cresceu bastante e é muito importante essa presença feminina no campo”, reflete.

Por: G1

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