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Análise: apesar da arbitragem, Flamengo devia fazer (muito) mais para vencer lanterna e seguir vivo

por Correio do Maranhão
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Erros de árbitro alagoano pesam em resultado, mas performance da equipe segue preocupante mesmo com um jogador a mais por quase todo o segundo tempo diante da Chapecoense

Arbitragem catastrófica e o futebol não tão melhor assim.

Qualquer avaliação de Chapecoense 2 x 2 Flamengo precisa passar pelos erros decisivos da equipe comandada pelo árbitro alagoano Denis da Silva Ribeiro Serafim. O impedimento de um Gabigol que partiu de seu campo chega a ser constrangedor. Mas como a análise é sobre o futebol apresentado e não o resultado, também é necessária a reflexão que o time de Renato Gaúcho tinha a obrigação de fazer mais para vencer a equipe que faz a pior campanha na história do Brasileirão em pontos corridos.

Independentemente de arbitragem, o Flamengo foi um time frágil defensivamente e pouco faminto no ataque na noite de segunda-feira na Arena Condá. O roteiro de partidas como o empate com o Cuiabá e a derrota para o Athletico-PR pela Copa do Brasil se repetiu. A medida que o tempo se arrastava, a equipe tinha dificuldades em encontrar alternativas para furar a defesa de uma Chapecoense que não teve medo de se lançar ao ataque – e foi aí que deu espaços mal utilizados.

A impressão durante todo o jogo era de que o Flamengo não apresentava uma constância na construção de jogadas. Quando conseguia ligar os passes com verticalidade e velocidade, achava espaços nas costas de uma Chapecoense muitas vezes kamikaze nos contra-ataques. Quando esses passes não saiam com tanta velocidade assim e a Chape se recompunha, pouquíssima coisa acontecia e o time virava refém da individualidade de Michael.

O cenário poderia até se abrir quando Matheuzinho fez grande jogada pela direita e chutou cruzado para abrir o placar e marcar seu primeiro gol como profissional. Era a hora de a Chape se mandar para atacar e deixar espaços. Certo? Até poderia ser, mas não deu nem tempo de o Flamengo estruturar o jogo.

A fragilidade defensiva que o Furacão explorou tão bem há menos de duas semanas no Maracanã voltou a ser exibida e Kaio Nunes se tornou o Nikão da vez com dois gols. Menos mal que Gabriel tirou um lindo lançamento da cartola para Michael garantir o empate antes do intervalo.

O Flamengo até voltou para o segundo tempo com aquela verticalidade que o faria encontrar espaços. Gabriel perdeu chance na frente de Keiller, mas o time em raríssimos momentos conseguiu sufocar a Chape. E a situação ficou pior após a expulsão de Kaio Nunes. Com um a menos, a equipe da casa se fechou mais, diminuiu os espaços e seguiu sendo perigosa no contragolpe.

Renato facilitou a vida de Felipe Endres com as substituições. Ao colocar Vitinho e Vitor Gabriel nos lugares de João Gomes e Ramon, o Flamengo perdeu consistência no meio de campo e empilhou atacantes na congestionada área da Chapecoense. Com Michael aberto pela direita, Vitinho pela esquerda, e o trio Vitor Gabriel, Gabi e Bruno Henrique enfiados, praticamente nada aconteceu e a chance mais perigosa foi de Bruno Silva em escapada onde driblou Gabriel Batista e errou o alvo com o gol vazio.

A arbitragem errou, sim. Mas o Flamengo teve tempo e espaço suficiente para vencer o time de pior campanha da história dos pontos corridos e seguir vivo no Brasileirão. Não o fez, e é hora de recalcular a rota. O tri do Brasil está longe, mas o da América é logo ali.

Por: Cahê Mota

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